quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quando formar professores para a escola básica é tarefa 'menor'

Enviado por Elizaine Bagatelli.
Correio Braziliense, 14/09/2011
- Brasília DF

Formação de professores é desvalorizada pelas universidades, avaliam especialistas
Agência Brasil

O ambiente acadêmico ainda considera a formação de professores para a educação básica uma tarefa “menor” o que dificulta a melhoria da qualificação desses profissionais para atuar em sala de aula. Este é o diagnóstico de especialistas, pesquisadores e organizações da sociedade civil reunidas no Congresso Internacional Educação: uma Agenda Urgente.

A formação de professores no Brasil foi tema de discussão em uma das mesas de debates, e há um consenso de que é necessária a revisão dos currículos dos cursos de pedagogia e de licenciaturas. Um dos componente que deve ser fortalecido, na opinião dos debatedores, é o prático. Para os especialistas, o estágio precisa ganhar maior importância e deve ocorrer desde o início da formação do professor.

Uma das principais críticas é que a universidade não prepara o professor para lidar com a realidade da sala de aula, que inclui problemas de aprendizagem e um contexto social que influencia no processo.

“A formação inicial deve estar visceralmente ligada à sala de aula. Ela deve ocorrer em dois lugares: na universidade, onde eu penso, discuto e estudo e naquele lugar que é objetivo maior do professor, a sala de aula”, disse Gisela Wajskop, diretora-geral do Instituto Singularidades. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, declarou que apesar do estágio ser obrigatório para a obtenção do diploma, em muitas escolas de formação ele não passa de uma “formalidade”. “O estágio é fundamental para conectar o que o aluno aprende na universidade e o mundo real. Ele precisa sair sabendo como são as escolas, quais são as dificuldades concretas que ele vai encontrar e quem é esse jovem que ele vai ensinar e que ele só estuda na psicologia. Mas o estágio precisa ser bem feito, orientado e cobrado”, ressaltou.

Uma das propostas apresentadas para melhorar a formação, é instituir nas licenciaturas e cursos de pedagogia uma espécie de residência, semelhante a que ocorre nos cursos de medicina e que é obrigatória para o exercício profissional.

Leão aponta, entretanto, que a formação do professor não é a única variável que determina a qualidade do ensino. “A universidade que forma o professor da escola pública é o mesmo que forma o da particular. Mas, a segunda tem resultados melhores nas avaliações”, disse. Membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos defende a criação de centros ou institutos de formação nas universidades que sejam separados dos departamentos que hoje oferecem as licenciaturas. “O professor da universidade que está preocupado em dar aula na escola de educação básica é visto no seu departamento como inferior porque não está preocupado em publicar artigos nas revistas de ponta”, declarou.

A desvalorização da carreira e dos cursos de formação têm levado ao fechamento das licenciaturas, conforme observou o vice-presidente da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), Marcelo Lourenço. “Nós estamos pedindo socorro porque os cursos estão fechando por falta de procura”.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Luto: faleceu Rafael 'Caniggia'

Nova Mutum (MT) está em luto pela morte de Rafael Mayer de Paula, o Rafael Caniggia.
Bicampeão de MotoCross, esportista de nível nacional, bom filho, generoso e prestativo, simpatissíssimo e querido por todos, Rafael se acidentou enquanto ensinava bicicross para sua turma de alunos, crianças da cidade que o tinham como ídolo.
Numa queda estúpida, Rafael bateu o rosto, esperou dias por atendimento em UTI e veio a falecer hoje pela manhã aos tenros 27 anos.
Rafa era dessas pessoas que a gente mal conhece e já gosta, tamanho era seu poder de cativar todos a sua volta.
Sorriso fácil, sempre cheio de disposição, era a alegria em forma de gente e a realização de seus pais, muito presentes em sua vida.
Uma perda irreparável para a família, ainda mais porque Rafael era filho único.
Quem puder, ore, reze, peça... por ele e por sua família.
É difícil aceitar essa perda, entender o que aconteceu e sentiremos falta dessa figura iluminada e carismática que encheu de luz todos os lugares por onde andou.
Deus te abençoe, Rafael! Até logo!

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Aqui, mais informações.
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Cotas...

Tava no Face de uma amiga:

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Sem entrar no mérito da questão, nenhum deles precisou de Cotas...

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Ser feliz é simples, a gente é que complica...








Fonte: Uol



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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um dia após o outro...

Dia de alegria.
Hoje fiquei sabendo do resultado de um edital do qual participei.
Fui contemplada e finalmente poderei publicar minha dissertação de mestrado em forma de livro.
Deus é mais!
Foram tantas idas e vindas, falsas promessas e decepções, mas valeu a pena esperar.
Mais um tempinho e o livro tá aí, circulando.
Dedico este clipe àqueles que torceram o nariz e especialmente aos que se esforçaram para que este momento não acontecesse.
Nada como um dia após o outro!
Vamos cantar, minha gente!
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O ego e a criança interior


Tenho pesquisado sobre esses dois temas e encontrei este texto que, para mim, foi interessante. Consta no Blog Modéstia a Parte e nele o leitor encontra os links assinalados em azul neste texto.


Para introduzir o nosso artigo de hoje, escolhi um poema de Fernando Pessoa.

A CRIANÇA QUE FUI CHORA NA ESTRADA
A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.

Já abordamos anteriormente temas que falam sobrre a criança interior, aquela que ainda vive dento de nós e que precisa ser tratada com amor e respeito.
As manifestações infantis dos adultos de hoje são as representações das atitudes reprimidas da criança de ontem. Partimos do princípio de que toda criança precisa de amor, é este sentimento nobre que vai nutri-la, preparando-a para ser um adulto como uma boa autoestima, com senso de pertencimento, com assertividade, seguro e consciente de suas escolhas. Mas, na grande maioria dos casos, nós os adultos de hoje não tivemos a oportunidade de receber de nossos pais um amor incondicional, é certo que eles não tinham a menor condição de nos nutrir com este amor entretanto, também é certo que por conta disso crescemos altamente desnutridos. Hoje, muitos ainda passam pela vida sentindo-se injustiçados e sem capacidade de buscar o que é seu por direito. Outros fazem birra quando estão diante de uma frustração por não acreditarem que tem condições de reagir de uma forma mais madura. Alguns vivem de cabeça baixa, não percebem que tem direito à vida e se sujeitam a vários tipos de situações que alimentam sua baixa autoestima. Há ainda os apegados ao sofrimento que cultivam ardorosamente os momentos difíceis, na intenção de encontrar o conforto do “inferno conhecido”. São muitas as características manifestadas por um adulto mal nutrido de amor.

O esforço de posicionar-se como um pitbull determinado para modificar estes padrões que citamos acima, é algo que gasta uma energia imensa e traz pouco ou nenhum resultado. Muitas pessoas sentem-se orgulhosas po conseguirem “domar” determinados impulsos, o que elas não entendem é que se ao invés de “domar” elas atuassem a partir de cada impulso, seu esforço seria menor e seu resultado muito melhor e permanente. Essas pessoas crescem e evoluem para um caminho mais positivo? Certamente, a princípio sim, entretanto não se dão conta de que esse processo seria muito mais valoroso e menos exaustivo se mergulhassem na origem dos seus comportamentos e os trabalhassem com amor.
Sentimentos não devem ser reprimidos, devem ser reconhecidos, aceitos e trabalhados da maneira correta.

ORIGEM
Um dia, quando ainda criança, sentimos vergonha de ser como éramos. Não tão inteligentes, bonitos, educados, harmoniosos e cheios de sucesso como nossos pais gostariam que fôssemos. Ao percebemos que não estávamos a altura de atender às expectativas daqueles que para nós eram como deuses, decidimos mudar e abandonamos nossa criança na beira da estrada, como diz tão belamente Fernando Pessoa. O que acontece é que aquele menininho e aquela menininha ainda estão lá, paradinhos, assustados, com medo e cada vez com uma necessidade maior de amor. Só existe uma pessoa no mundo capaz de resgatá-la, você.
Tratar esta criança com indiferença, com rancor, com repressão ou tentar domá-la só reforçarão seus sentimentos de medo e ansiedade.
No início o medo poderá fazê-la calar-se, mas logo a fome de amor aumentará e ela gritará por você.

Saber que hoje somos os adultos responsáveis pela criança que existe dentro de nós é algo assustador, mas também libertador. Assustador no sentido de ser um trabalho árduo e que algumas vezes vem repleto de dor, porque o caminho que nos leva de volta até a criança está cheio de registros dolorosos que prefirimos deixar para trás, por nos faltar condições e recursos para enfrentá-los, vimos isso muito bem no artigo Porque reagimos assim.

Entrar em contato com cada sentimento doloroso exige de nós muita coragem. É importante lembrarmos que apesar de toda dificuldade, hoje nós somos adultos e estamos mais estruturados, isto nos possibilita transitar por essa “estrada” com segurança.
Saber que somos responsáveis por nossa criança também é libertador porque de uma vez por todas podemos nos abrir mão das vozes autoritárias daqueles que eram responsáveis por nós. Hoje sou eu quem decido de que forma devo agir, sou eu quem faço minhas escolhas, sou eu quem crio minha vida.
Se você alimenta alguma dúvida sobre o poder de autoridade que os seus responsáveis ainda exercem sobre você, faça o teste. Cada vez que planejar fazer algo que vem adiando há tempo, preste atenção nos pensamentos negativos que surgem e desenvolva a percepção de descobrir a sua origem.

INTERIOR
É muito possível que ao ouvir, em seus pensamentos, expressões do tipo “você é um fracasso”, “você nunca vai conseguir”, “isso não vai dar certo de jeito nenhum”, “você não é tão inteligente como fulano”, “se pelo menos você tão bonita quanto sua prima”, você se recorde de sua infância e das repetidas vezes que ouviu ou recebeu como insinuação algumas dessas afirmações.
Libertar-se da voz autoritária de nossos pais e responsáveis é fundamental. Nossos pais merecem carinho e todo respeito, mas nós já crescemos lembra-se?
Apesar de ainda acontecer com frequência, atualmente já se trabalha em função do respeito que se deve à criança, porém há poucos anos atrás era muito comum e até tido como referência de boa educação, manter a criança à margem, tratando-a como inferior.
Expressões como “faça o que falo e não o que faço”, “coloque-se no seu lugar”, “não se meta na conversa”, “criança não tem opinião”, “engole o choro”, “contenha sua raiva”, “você está fazendo sua mãe ficar doente”, e muitas outras eram comuns e deram origem a uma geração insegura, cheia de medos e anseios, deprimida e constantemente insatisfeita.

A criança não podia expressar opiniões nem sentimentos, não tinha o direito de argumentar e por isso ela pensava, em meio a sua inocência, “deve haver algo errado comigo”. Porque para a criança, não importa o que o adulto faça, ela será sempre a errada. Mesmo no caso mais absurdo de abuso sexual, impotente diante de tanta dor, a criança sente-se culpada e responsável pelo que fez. E quando percebe que não é valorizada, que está errada, decide mudar e crescer. O lado que toma essa decisão, ainda que por falta de recursos para reagir de forma diferente, abandona a “criança inadequada” na beira da estrada e segue sozinho, trasformando-se no adulto de hoje.
Tenho certeza de que você é um adulto muito especial, mas não tenho dúvida de que se começar a tratar a sua criança com respeito e amor, ela se integrará a você e então verás o adulto especial transformar-se no adulto fenomenal.

Muita Coragem e Paz para nós!

Imagem:Ética na Infância

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